Pós-Transferência – D1 a D3

Agora, depois da transferência, o que tenho que fazer é usar a progesterona.

Nos 2 primeiros dias, tudo OK. Nenhuma reclamação. Hoje, D3, comecei a sentir o útero inchado, como se fosse pré-menstrual, e umas pontadas do lado direito.

Apesar de mal ter tempo de prestar atenção muito nisso, a sensação é incômoda, mas, ao menos, a mente está cheia: a Pequena está em adaptação na escola, estou programando a festinha de 2 anos dela, trabalho pré-férias bombando.

Enfim, desencanei.

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A Transferência dos Embriões

O que parecia estar indo maravilhosamente bem, se transformou em um grande “mais ou menos”…

Cheguei na clínica no dia 03/02, cheia de expectativas. Já estava preparada para a transferência, deitada com a ultrassonografista forçando minha bexiga prestes a explodir, quando o médico me fala: “Sei que a Dra. já te explicou, mas vamos conversar 1 minuto“.

E eu: “A Dra. não me falou nada… O que foi?

Ele disse: “Temos uma decisão a tomar” e seguiu explicando que os embriões que deveriam estar com 8 células, estavam com 6, 4 e 2. E ainda tinham alguma fragmentação. Então, me perguntou: “O que você prefere fazer: ver se algum chega a blasto para transferir, evitando, assim, um negativo que possa ter um efeito psicológico ruim, ou transferir os 2 melhores para a melhor estufa que existe?

Respondi que o psicológico não seria problema para mim e que preferia transferir. Ele disse, então, que deixaria o de 2 células no laboratório para ver se evoluiria e passamos à transferência, que, pela primeira vez, incomodou na passagem da cânula.

A ultrassonografista dizendo que ela torceria muito por mim, porque eu sou muito boazinha (minha bexiga estava muito cheia, ela fazia uma enorme pressão e eu não reclamava). Curiosamente, também disse que meu útero não parecia que já tinha passado por uma gravidez. Isso deve ser bom…

Bem, saí de lá, com a sensação de que havia feito tudo o que era necessário e que, caso não dê certo, teremos mais uma tentativa.

Agora, é com Deus.

O Resultado da Punção

Pensem em alguém feliz? Sou eu!

Dia 01/02, próximo ao meio dia, recebi a ligação de uma moça do laborátório da clínica. Ela perguntou como eu estava me sentindo, essas coisas.

Depois da minha resposta, disse que tinha notícias dos meus ovulinhos: dos 4 captados, 3 estava maduros. Todos fertilizaram e estava evoluindo!

Quanta felicidade!

Ah, diferentemente das demais FIVs que fiz, esta não foi ICSI, mas a FIV tradicional.

Fiquei tão empolgada que, junto com Marido, decidimos que, se o médico concordar, transferiremos o trio! Como tenho 40 anos, baixa reserva e, como histórico, 2 transferências de três embriões a fresco, sendo 1 positiva (com 1 baby) e 1 negativa, acho que rolaria.

Mandei mensagem para ele, e ele preferiu esperar para ver como estariam no sábado.

Pensando melhor, se tiverem 2 adiantados, talvez seja melhor transferir só 2 mesmo. Mas, se os 3 estiverem no tempo certo, prefiro transferir os 3.

O laboratório informou que não mexerá nos embriões no dia 02/02. Somente no dia da transferência, terei notícias dos meus pequeninos embriões.

Agora, mais do que nunca, rezar para que, entre este trio, esteja meu segundinho…

A Punção! – D18

Chegou o dia 31/01, o dia da punção.

Estava surpreendentemente tranquila.

Saímos super cedo de casa e chegamos com mais de 1 hora de antecedência. Então, logo, Marido foi chamado para coletar o esperma. Entrei para a preparação e nem o vi mais.

Acabou que minha punção foi no horário marcado, 8:30 h.

Aí começou a novela de achar uma veia. Nessas horas, elas desaparecem. Tentaram num braço, no outro, nada. Mudou a enfermeira. Conseguiu! Mas meu braço tinha que ficar em uma posição específica para poder o soro descer. Mas, deu tudo certo.

Pela primeira vez, a anestesia não me deixou inconsciente, mas fiquei meio sonolenta. Na verdade, lembro de sentir algo mexendo na minha barriga, mas não senti dor. Aproveitei que estava com sono para ver se dormia mesmo.

Não tenho noção de tempo, mas me pareceu rápido.

Voltei para a área de descanso, esperando o resultado.

O médico veio depois que terminou a punção da moça que estava do meu lado: ela teve 14 óvulos e eu, 4. Eu, mega feliz (porque, em um momento da indução, achei que só teria um, né?) e ela meio que sem entender a minha felicidade, rsrsrsrs.

Liberada, encontrei com o médico que disse que, se todos fecundarem e evoluírem, a ideia é transferir os 2 melhores, a fresco, em D3, ou seja, no dia 03/02, e ver se os demais chegam a blastos, para, então, congelar.

Eu e Marido concordamos. E iríamos esperar as notícias no dia 01/02.

A Indução: D12 ao D16

Dose de hormônios aumentada, fui, no dia 27/01, na clínica para nova contagem de folículos.

Lembrando que, na última US, em 23/01, no OD tinham 4 folículos, de 14 (1), 8 (1) e 6 (2) mm. No OE, tinham 4: de 10 (1), 7 (1) e 6 (2).

Nesta, o resultado foi o seguinte: OD – 3 folículos, com 20, 14 e 10 mm. No OE, mais 3, com 15, 12, 9 e 6mm.

O médico pediu, então, para aumentar a quantidade do Indux (3 por dia), além de 1 dose de Fostimon. No dia 29, 2 injeções de Gonapeptyl e punção marcada para quarta, dia 31/01.

O foco são os folículos de 15 a 9mm.

Estamos seguindo com fé!

A Indução: D3 a D11.

Depois da ida na clínica, comecei a ir no meu GO, praticamente, a cada 2 dias (dia sim, dia não).

As primeiras ultrassonografias não foram animadoras. Ele só via 1 bom folículo antral, localizado no meu OD.

Não posso dizer que fiquei triste, mas, sim preocupada, pois o resultado poderia estar longe dos 4 óvulos que eu pretendia ter. E depender de 1 óvulo para formar 1 ótimo embrião seria muito difícil.

Em uma US no dia 22/01, D9, com meu GO, outros 2 folículos médios apareceram! O maior estava com 14mm. Os dois novos com 8,5mm e 7,5mm. Meu GO acha que esses podem ainda evoluir!

Já, ontem, D10, voltei na clínica para fazer a contagem dos folículos e, surpresa! Apareceu mais 1 potencial candidato. Lá, as medidas foram: OD: 14mm e 8mm e OE: 10mm e 7mm. Ainda tinham 3 de 6mm, mas o médico acha que esses não devem evoluir.

Assim, resolvemos aumentar a dosagem dos medicamentos e permanecer tomando a medicação por mais alguns dias. Então, terei mais 2 picadinhas e o dobro de comprimidinhos.

Hoje, voltei no meu GO e os pré-candidatos a bebê 2018 foram confirmados. Ele acha que teremos 3 óvulos. Eu ainda torço e peço por mais unzinho…

Diante da uma primeira previsão ruim, acho que estou bem, o que não faz com que a torcida e as orações diminuam.

Agora, mais do que nunca, preciso de toda ajuda!

Tudo Mudando Novamente…

Bem, esse mundo de Fivete tem muitas reviravoltas mesmo…

Dia 14/01, como um reloginho, minha menstruação desceu. Desde setembro, ela vem estranha… Meu fluxo sempre foi pequeno, somente 3 dias menstruada, mas, agora, quase não tem sangue vermelho: só aquele borrãozinho marrom nos mesmos 3 dias.

Bem, como o ciclo começou no domingo, fui à clínica na terça. Marido foi junto. Estava tão animada que dormi mal por 2 noites… Fui com a bexiga cheia para fazer a injúria, mas o Dr. resolveu dar uma olhada nos antrais antes. E veio o baque: ele contou 6 antrais. MEU DEUS!!!! Como assim??? Ele falou que deveríamos pensar no que fazer. Como tenho útero retrovertido, ele pediu para esvaziar a bexiga pois seria mais fácil assim, caso optássemos por continuar e fazer a injúria.

E eu lá, pernas abertas, sala escurinha, com o Dr., a enfermeira e Marido discutindo sobre possibilidades. Se não fôssemos continuar, teríamos que fazer a próxima tentativa em março, pois fevereiro temos o aniversário da Pequena e viajaremos. E ainda não há qualquer garantia de ter 12 novamente. Neste fase, segundo ele, há muita flutuação no número de antrais.

De repente, ele disse a frase que me fez decidir: “Aos 40, cada ciclo perdido é uma oportunidade a menos“. Olhei para Marido e disse: “Amor, você ontem comentou que estava com um ótimo pressentimento…” Ele confirmou. Perguntei: “Vamos?“. Ele respondeu: “Vamos!“. Virei para o Dr. e disse: “Vamos em frente! Só preciso de um embrião perfeito!

Sobe a cadeira para fazer a injúria. Sempre fiz sedada, em centro cirúrgico. Desta vez, foi a seco. Na marra. Doeu, mas não tanto quanto a histerossalpingografia… Mas foi muito rápido.

Já no consultório, conversamos sobre a estimulação. Ele disse que, com essa quantidade de folículos, o que conseguiria com uma estimulação plena seria o mesmo que numa leve. Como a leve é mais barata, fomos nessa! O protocolo de estimulação vai começar com Fostimon e Indux em revezamento. Voltarei no dia 23/01 para fazer uma US, ainda que tenha perguntado sobre USs de acompanhamento e ele disse não precisar.

Mas, como eu sou cabreira, liguei para meu GO e perguntei sobre US de acompanhamento e verificação de estradiol e progesterona, que fiz nas FIVs anteriores. Ele disse que sim, marcou amanhã a US e vamos fazer o acompanhamento.

Se ele quiser complementar a medicação, vou nessa! Vamos ver como será…

Agora, mais do que nunca, está nas mãos de Deus, Nossa Senhora e de São Judas Tadeu, porque a causa é bem difícil…