Tudo Mudando Novamente…

Bem, esse mundo de Fivete tem muitas reviravoltas mesmo…

Dia 14/01, como um reloginho, minha menstruação desceu. Desde setembro, ela vem estranha… Meu fluxo sempre foi pequeno, somente 3 dias menstruada, mas, agora, quase não tem sangue vermelho: só aquele borrãozinho marrom nos mesmos 3 dias.

Bem, como o ciclo começou no domingo, fui à clínica na terça. Marido foi junto. Estava tão animada que dormi mal por 2 noites… Fui com a bexiga cheia para fazer a injúria, mas o Dr. resolveu dar uma olhada nos antrais antes. E veio o baque: ele contou 6 antrais. MEU DEUS!!!! Como assim??? Ele falou que deveríamos pensar no que fazer. Como tenho útero retrovertido, ele pediu para esvaziar a bexiga pois seria mais fácil assim, caso optássemos por continuar e fazer a injúria.

E eu lá, pernas abertas, sala escurinha, com o Dr., a enfermeira e Marido discutindo sobre possibilidades. Se não fôssemos continuar, teríamos que fazer a próxima tentativa em março, pois fevereiro temos o aniversário da Pequena e viajaremos. E ainda não há qualquer garantia de ter 12 novamente. Neste fase, segundo ele, há muita flutuação no número de antrais.

De repente, ele disse a frase que me fez decidir: “Aos 40, cada ciclo perdido é uma oportunidade a menos“. Olhei para Marido e disse: “Amor, você ontem comentou que estava com um ótimo pressentimento…” Ele confirmou. Perguntei: “Vamos?“. Ele respondeu: “Vamos!“. Virei para o Dr. e disse: “Vamos em frente! Só preciso de um embrião perfeito!

Sobe a cadeira para fazer a injúria. Sempre fiz sedada, em centro cirúrgico. Desta vez, foi a seco. Na marra. Doeu, mas não tanto quanto a histerossalpingografia… Mas foi muito rápido.

Já no consultório, conversamos sobre a estimulação. Ele disse que, com essa quantidade de folículos, o que conseguiria com uma estimulação plena seria o mesmo que numa leve. Como a leve é mais barata, fomos nessa! O protocolo de estimulação vai começar com Fostimon e Indux em revezamento. Voltarei no dia 23/01 para fazer uma US, ainda que tenha perguntado sobre USs de acompanhamento e ele disse não precisar.

Mas, como eu sou cabreira, liguei para meu GO e perguntei sobre US de acompanhamento e verificação de estradiol e progesterona, que fiz nas FIVs anteriores. Ele disse que sim, marcou amanhã a US e vamos fazer o acompanhamento.

Se ele quiser complementar a medicação, vou nessa! Vamos ver como será…

Agora, mais do que nunca, está nas mãos de Deus, Nossa Senhora e de São Judas Tadeu, porque a causa é bem difícil…

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Reviravolta na FIV: Por Enquanto, Nada de Banco de Embriões!

Passou o Réveillon e, no dia 04/01, fui até a clínica para fazer a US para contagem de folículos antrais.

Como esperado, meu novo médico me recebeu super bem e já fomos direto para a US.

O alívio foi imediato! 6 folículos antrais no ovário direito e 5, no esquerdo, além de um corpo lúteo. Ou seja, eram 12 antrais.

O que pude perceber é que o número de folículos antrais caiu bem menos do que o antimulleriano: em janeiro/2014, o AMH era de 0,87 e 21 folículos antrais. Em dezembro/2017, AMH de 0,02 e 12 antrais. Confesso que isso me deu uma injeção de ânimo para a nova FIV.

A previsão de novo ciclo é 14 ou 15/01 e, diante do novo cenário, meu médico prefere tentar uma transferência a fresco, mesmo que somente consigamos poucos embriões. Depois, se não der certo, faremos nova tentativa. Esta sim, seria a última.

Agora, é esperar o ciclo começar e colocar nas mãos de Deus…

E Vamos Para Mais Uma FIV!

Olá, meninas!

Demorei um tempo para atualizar, porque estava adiantando tudo o que era possível para tentar ter um mês de janeiro com foco no tratamento. Mas, não deu…

Enfim, vamos às novidades!

Consegui uma consulta para o dia 14/12 com um novo médico de uma cidade vizinha. Ele foi indicado pelo meu GO e pela minha médica do Rio, já que ambos indicaram uma FIV imediata.

Chegado o dia, dirigi 1 hora até chegar no local. O médico foi muitíssimo atencioso! Começou ouvindo toda a minha história e anotando tudo. Sou muito detalhista (virginiana, rsrsrs), e tenho tudo guardado não somente em papel, mas na memória.

Após ter contado toda a minha história, ele explicou que, apesar de meu AMH estar muito baixo, ele prefere trabalhar com a contagem de folículos antrais. Que o antimulleriano baixo só indica que a resposta à estimulação será mais difícil, mas a gravidez é possível.

Então, ele mostrou um gráfico com curvas e percentuais relativos à ciclos de fertilização de uma clínica japonesa que faz mais de 20 mil tratamentos por ano. As faixas etárias que olhei foram de 35-37, 38-40 e 41-43. E do primeiro ciclo (que eu fiz os tratamentos anteriores) para o atual, a segunda faixa, o resultado caía. E muito! No primeiro, 40% era a possibilidade de dar certo. Na segunda faixa, 15%! Meu médico ainda me chamou atenção de que eu já estou indo para a terceira, que seria de 10%. Por outro lado, nas FIVs anteriores, também, estava no limite da faixa e fiquei dentro do percentual de positivos…

Resolvemos fazer a US para verificação de folículos antrais e veio novo baque. De novembro, onde estimamos de 10 a 12, foram contados 6. Isso mesmo: 6… Meu coração ficou pequenininho. Perguntei se poderia ser efeito do anticoncepcional e ele disse que talvez sim, mas não tinha como dar certeza.

Voltamos ao consultório e novamente ao gráfico. As chances seriam menores ainda. Resolvi botar outra possibilidade na mesa: banco de embriões.

Ele disse que seria possível e, como o preço lá é super acessível, eu gastaria com 2 induções, congelamento e FIV menos do que gastaria com 1 FIV em várias clínicas. Então, resolvemos que faríamos isso: banco de embriões. Porém, ele mesmo disse para fecharmos questão depois da primeira indução, para vermos como seria.

Ele sugeriu substituir o Androgel que estava passando por uma injeção de testoterona, manter todas as vitaminas e medicações, exceto o anticoncepcional, e voltar logo após o Reveillon para uma contagem de folículos antrais.

Voltei para casa me sentindo leve. Senti que estou no caminho certo. Será difícil, mas sinto ser o certo a se fazer.

Resultados dos Exames e Novas Consultas: FIV com Ovodoação?

Após o susto da descoberta da baixa reserva ovariana, meu ciclo começou e resolvi correr para fazer os exames. Além do FSH, LH, TSH, T4 Livre, Prolactina, CA-125, meu GO pediu Vitamina D, hemograma completo, urina e curvas glicêmica e insulínica, além  de espermograma para Marido.

Fizemos todos os exames em 3 dias. E foi mais 1 semana de espera, morrendo de medo do que vinha pela frente.

Mas, ao contrário do que temia, exceto pela Vitamina D, que indicou insuficiência, todos os exames vieram normais. Nem um perigo foi demonstrado, o que era ótimo! Até o espemograma do Marido, que sempre foi problemático, veio lindão! Vai saber… Rsrsrs…

Bem, marquei uma consulta com meu GO para levar os resultados e para decidirmos os próximos passos.

Por mais que meus exames estivessem ótimos, quando começamos a falar da FIV, a primeira coisa que ele mencionou foi ovodoação.

E eu, que já tinha falado com Marido sobre doação de esperma, estava diante da situação inversa. Naquela ocasião, Marido disse que preferia a adoção, já que, se nosso filho não fosse biológico, que pelo menos pudéssemos dar amor e uma família a uma criança que precisasse. Agora, além da inversão, outro fator pesa para irmos por este caminho: temos nossa filha.

Minha resposta, mesmo sem conversar com Marido, foi baseada na conversa anterior: “Dr., não queremos. Se não rolar, vamos partir para a adoção. É possível tentarmos com meus óvulos ou é perda de dinheiro ou tempo?”. Ele disse que sim, que as chances seriam muito menores do que a última vez, mas que isso não era uma certeza.

Saí de lá com os papeis para os exames pré-cirúrgicos de uma eventual injúria e com o foco em marcar a consulta com o médico da clínica onde será feita a FIV.

Descobrindo a baixa reserva ovariana…

Bem, meninas, depois da Segunda TEC ter sido negativa, tive um ciclo anovulatório. Confesso que morri de medo: aos 40 anos, a menopausa poderia estar chegando e acabaria com todos os nossos planos.

Após esse ciclo maluco em outubro, marquei consulta e lá fui eu, cheia de planos e sonhos para o meu GO.

Decidimos que somente iniciaríamos tratamentos em janeiro/2018: até lá, repetiríamos todos os exames possíveis.

E lá fui eu, cheia de pedidos e esperanças, sabendo que meus braços ficariam furados, mas seriam novos passos para a manutenção do sonho do segundinho…

Aproveitei uma ida à Ribeirão Preto para fazer um AMH (antimulleriano) e uma contagem de folículos antrais.

Apesar de estar no finzinho do ciclo, a médica disse que seria tranquilo.

Maaaaaas, meu OE resolveu ficar escondidinho. Ficou numa área de sombra e não conseguimos vê-lo. No OD, 6 folículos antrais. A médica estimou entre 5 e 7 os folículos do OE, já que, na contagem que fiz em janeiro/2014, havia dado 10 e 11 em cada ovário. Saí feliz com o resultado após 4 anos e fui colher sangue para o AHM.

Era uma sexta-feira e somente esperada o resultado do exame para o final da semana seguinte.

Na segunda, meu ciclo novo começou. Fiquei toda animadinha para fazer os exames hormonais e glicêmicos no dia seguinte e para começar a tomar as medicações que meu GO havia me passado: ácido fólico (claro), FertiSop, Mertformina (que já tomei muito por causa da resistência insulínica), além da testosterona que a médica da US de contagem de folículos antrais me passou (para melhorar a qualidade dos óvulos). Marido faria um novo espermograma para começar a tomar o Prefolin. Depois, o médico veria o que ele ainda tomaria para melhorar a qualidade e quantidade.

À noite veio a notícia mais chocante dos últimos tempos: o resultado do AHM: 0,02. Isso mesmo: 0,02! Quase falência dos ovários, praticamente uma pré-menopausa.

Estava numa reunião de trabalho e meus olhos ficaram marejados. Tive que me esforçar muito para não chorar. Estava cercada por 5 homens e eles não entenderiam aquele momento no qual me senti a última das mulheres.

“Em menos de 4 anos, tudo estava acabado?”, era a pergunta que me fazia…

Mandei mensagens para o GO e para a médica do Rio, dos meus tratamentos, desesperada. Ambos responderam que a baixa reserva não significava que a FIV não daria certo, mas que eu deveria abandonar o plano de fazer tratamentos mais baratos e partir para a FIV o mais rápido possível. Ou seja, ainda teria que arrumar dinheiro em um curto espaço de tempo!

Só queria chegar em casa e chorar abraçada à minha filha e ao Marido, mas o papo não foi do jeito que imaginei…

Ele já veio falando sobre pensarmos sobre o dinheiro a ser gasto, que seria melhor adotarmos (algo que sempre foi uma possibilidade) e investir a grana na nossa filha e no futuro filho.

E eu só chorava. Dizia que tínhamos combinado que tentaríamos uma última vez, até meus 41 anos. Brigamos feio. Fui dormir no sofá.

No dia seguinte, ele foi todo fofo, disse que somos uma família e que se esse era o meu sonho, que ele iria junto comigo.

Nesse meio tempo, percebi que, na TV, só passava a entrevista da Ivete Sangalo, falando da FIV dela, da coleta de óvulos e da gravidez das gêmeas. Seria um sinal?

Na terça, lá fui eu fazer meus exames. Desta vez, sem lágrimas, totalmente refeita, com o peito cheio de coragem.

É TEMPO DE RECOMEÇAR!

Notícias da TEC – D10

Apesar do tempo passado, venho aqui contar o desfecho da história e, depois, fazer outros posts para contar o desdobramento de tudo!

NO D10, resolvi fazer o TG ainda viajando, pois, se tivesse dado certo, estaria com minha família para comemorar. Mas o negativo veio logo.

Confesso que não chorei. Fiquei mal sim, mas não chorei. Já havia pensado na possibilidade e já havia feito planos mentais para o futuro.

No dia seguinte, o Beta foi tão duro quanto: < 0,01: NEGATIVAÇO.

Enquanto voltávamos para casa, no último dia de férias, conversei com meu marido e decidimos tentar tratamentos menos custosos em 2018: coitos programados, talvez, inseminações. Tudo dependeria do meu papo com meu GO aqui.

Mas muita coisa ainda aconteceu depois disso… Assunto para o próximo post!

Notícias da TEC – D9

Olá!

Como falei, essa TEC está sendo totalmente diferente de todos os outros tratamentos que fiz.

Como estou de férias e viajando, nem tenho prestado tanta atenção aos dias e a sintomas. O único que notei mesmo foi o seio inchado e enorme por causa do incômodo ao dormir, mas, depois de tantas experiências, a gente sabe que isto se dá por conta da progesterona. Ah, e senti uma coliquinha no baixo ventre ontem. Mas correndo atrás da Pequena, de férias, conhecendo praias, passeando direto, fica realmente difícil prestar atenção nos detalhes. E, sabe, mesmo que não dê certo, estou achando isso super bom!

No mais, percebi que hoje é dia 28/09 porque voltaremos para minha cidade natal amanhã. O beta está marcado para o dia 30/09 e voltaremos para casa no dia 01/10.

Aproveitei para ler os relatos da FIV e da TEC nas quais engravidei. Na FIV, tive o sangramento de nidação no D9 e fiz o teste de farmácia e beta no D10. Na TEC, fiz o teste no D7, mas diferentes da Segunda FIV, quando transferi 3 embriões D3, na Primeira TEC foram transferidos 2 blastos. Nesta, um único embrião D3, se compactando para virar mórula.

Como viajei com um teste de farmácia na bolsa, estou pensando em fazer amanhã cedo (D10). Assim, se estiver positivo, já teremos alguma surpresa para comemorar. Caso contrário, já prepararei meu coração para não esperar muito…